Desenvolvendo Software Livre de um novo modo

June 26, 2009 por Rodrigo Macedo de Azevedo   Comentários (0)

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Esse é um tópico que abrí no grupo Projeto Software Livre Educacional. Apenas estou copiando abiaxo para que outras pessoas que não são membros do grupo possam ler e dar comentários. A discussão em si gostaria que acontecesse no grupo.

O relato é sobre minhas impressões sobre a palestra do Piacentini, que discutiu é possível ir além do "paciência" nos joguinhos em SL como os do KDE ou do Gnome.

Na palestra, muito bem montada de forma original incentivando o debate no estilo "brainstorm", a discussão em certo momento levou à reflexão do que era o diferencial entre jogos comerciais, verdadeiros épicos Hollywoodyanos de orçamentos estratosféricos e equipes multi-disciplinares enormes, e os jogos de softwre livre, desenvolvidos por solitários e voluntários programadores.

Acontece que a estrutura, método e processo atuais de desenvolvimento de software livre, mesmo em equipes que um (equipe de um?!) e distribuídas pelo globo, são centradas em engenharia de software, nas fases do ciclo de desenvolvimento. Ou seja, implementa de forma muito atual o que há de mais eficiente do ponto de vista técnico. Mas não, talvez, do ponto de vista gerencial ou da teoria moderna de projetos.

Falta comunicação e integração, duas áreas básicas segundo o PMBoK. Não estou falando de comunicação e integração entre os desenvolvedores ou do software em si - esta parte creio ser até mais avançada e eficaz no mundo do Software Livre do que nas consultorias e empresas de TI. Refiro-me a comunicação e integração de todos os envolvidos em um projeto do calibre de uma realização da indústria de intretenimento, seja um jogo ou um filme ou uma trilogia de livros (ou, como estamos hoje em dia, desses todos ao mesmo tempo - as chamadas franquias). Essa conclusão veio da análise, proposta pela palestra, dos motivos de porquê não se consegue a perfeita colaboração entre game designers, artistas, músicos, diretores e desenvolvedores no mundo do Software Livre. Essa colaboração é justamente o que faz empreendimentos como The Sims ou Warcraft serem os "blockbusters" que são.

Meu "Insight" nessa palestra foi esse: não é só o desenvolvimento de jogos grandiosos o que está em jogo (com perdão do trocadilho). Software para outras áreas do conhecimento também, como saúde, e educação, por exemplo. São áreas com menor integração entre TI e profissionais especializados. Outras áreas onde hoje a integração é maior (ou em que os especialistas são também de TI) têm maior sucesso em SL: interfaces homem-máquina, sistemas computacionais, sistemas matemáticos etc.

As questões que quero colocar no grupo são as seguintes:

. como diminuir a distância, no contexto do desenvolvimento de Software Livre ou de soluções baseadas em SL existentes, entre desenvolvedores e educadores

. como adequar métodos e processos existentes dentro de empresas ou consultorias de TI para que funcionem via ambientes colaborativos virtuais

. hoje há modelos e padrões para descrever para os profissionais TI os problemas de um cliente. Será possíveluma padronização da representação do pensar pedagógico para os profissionais de TI, a fim de se construir uma ponte entre os dois?