Sobre o nosso grupo

O grupo Software Livre Educacional tem como objetivo principal organizar documentação e traduzir softwares livres que possam ser utilizados pela educação. Esse sítio é uma das nossas interfaces de interação. Utilize os menus acima e a esquerda para conhecer melhor o grupo e os conteúdos disponíveis aqui em nosso sítio.

E sintam-se à vontade para interagir conosco.  smiley

Imagem do Cris Geyer

Frederico Gonçalves Guimarães fala no CEBRIC em 02/09/2010

Car@s amigos,

Frederico Gonçalves Guimarães, em passagem pelo Rio de Janeiro, terá uma conversa com professores e alunos no Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto (CEBRIC) no dia 02 de setembro às 19:30 horas sobre Segurança na Internet. O evento é realizado pelo Laboratório de Informática Educativa do CEBRIC, com o apoio da Direção da Escola. Como nosso auditório está interditado, o espaço é pequeno e os interessados devem se inscrever previamente através do e-mail crisgeyer@crisgeyer.pro.br. O limite será de 60 inscritos.

Contamos com a presença dos professores e OTs de Niterói e região!

Imagem do Cris Geyer

Filosofando e Cutucando

Atendendo a pedidos, coloco aqui um artigo, originalmente publicado no meu blog pessoal :

O software livre na educação não é algo somente recomendável: é fundamental em sua essência! Se partirmos do princípio constitucional de que a educação é um direito de todos, assim como o seu acesso a ela, não vejo outra forma de integrar educação e tecnologias na educação pública e de qualidade sem a utilização plena e irrestrita dos Softwares Livres.

Passamos, há mais de meio século, por uma crise na educação: entram e saem novos pedagogos, novas propostas e pouca coisa sai do campo experimental e passa a práxis. A chegada das novas tecnologias não trouxe muita diferença na maneira de ensinar não mudou muito o padrão: a tese da repetição e da educação bancária encontra-se de tal forma arraigada no professor que ele apenas “enfeita” a mão única de ensinar com slides e computadores. Vocês já assistiram “Tecnologia ou Metodologia?” ?

Fácil adivinhar o que você pensou agora: Os responsáveis são os professores! Acertei, não é? Ora, não é momento de procurar culpados... deixem o professor quieto! É SUA a responsabilidade projetar a luz do conhecimento sobre todos. Aluno (de “sem luz”) não é só o cara que senta diante de você nas carteiras da escola! Na concepção ideológica, todos são mestres e todos “alunos”. Assim, dê alternativas de escolha ao seu colega: professor, amigo, vizinho, doutrinado pelo consumo e pela propriedade, incapaz de criar colaborativamente pois ainda carrega consigo a cadeira da Universidade (bem grudada você sabe onde!) ou o total desconhecimento do mundo livre. Divida com ele o seu prazer pelo aprender uma coisa nova, um software novo, o prazer da colaboração produtiva!

Recentemente um colega comentou no FISL11 sobre uma palestra em que outro, da área técnica, dizia que os professores “são muito velhos, não conseguem aprender” quando falava do “treinamento” para o uso das tecnologias educacionais. Um outro dizia que a criança “já nasce com a tecnologia no código genético”(este eu mesma ouvi). Tais informações são muito perigosas uma vez que rotulam uma espécie que, detentora da capacidade de raciocinar, é muito mais adaptável que outras às modificações do ambiente, por isso chegou a este patamar evolutivo. Responsabilizar a idade ou a genética chega parecer tolo aos olhos de qualquer pessoa que entenda minimamente de evolução. Aceitar a idade como impedimento ao processo de aprendizagem seria negar o sucesso descarado de todos os projetos de formação de Jovens e Adultos (eu mesma estou neste setor). Na falta de desculpas, ou por medo de colocar seu nome na baila quando criticar políticas públicas de educação e ainda por medo de dizer que não sabe sobre o assunto, erros crassos como estes vem sendo cometidos.

A educação transformadora e libertadora ultrapassa o brilhantismo de Paulo Freire, o mais humilde pedagogo que conheci (sim, tive a honra de conhecê-lo!). Ela transita pelos caminhos da ideologia, da política, assim como da moral ética. Apenas a partir da construção do indivíduo como ser político, ideológico e dono de valores éticos reais é que a educação será transformada. Para isso, não basta impor o SL como alternativa de liberdade ou exigir que o cara carregue suas compras em caixas de papelão: é necessário que ele “sinta” essa necessidade. Mas como fazê-lo sentir?

Filosofando, meu caro, filosofando. Filosofia não é para geeks e nerds, é para todos. O que falta é popularizar a filosofia, como fez brilhantemente Alexandre Oliva em sua palestra “Sexo, Drogas, Rock'n roll e Software Livre”, no FISL 11.

O cara que acusou nossos mestres de serem incapazes de aprender porque são velhos matou as aulas de filosofia na faculdade (de certa forma, até concordo, visto que a filosofia que eles ensinam lá é realmente chata!) e se protege do mundo real na Academia, zona de conforto de muita gente: “eu sei, você não sabe, então deixa que eu te ensino mas não sei se você será capaz de aprender!” A propósito, usando a mesma ótica Freireana, posso responder ao meu outro colega sobre a “genética da facilidade com as tecnologias”: a aprendizagem deve ser um processo prazeroso e, portanto, aprendemos aquilo que nos dá prazer antes das “outras coisas, mais chatas”. Daí a facilidade com o computador. Para quem não acredita na lógica Freireana, leia um pouquinho sobre neurociência da aprendizagem! Elas se complementam brilhantemente, apesar de Freire e a neurociência nunca terem se conhecido de fato.

Este artigo não está terminado mas, seguindo a filosofia SL (publica do jeito que está e depois vai melhorando) e que minha opinião é também resultado das minhas trocas, aqui está! Divirtam-se!

Imagem do Cris Geyer

Experimentando o Openshot

Car@s amig@s,

Depois da indicação do Openshot como substituto a altura do Movie Maker (muito usado por professores na minha região), instalei e comecei a testar. Gostaria de trocar com vocês algumas observações:

  • A interface do Openshot é muito semelhante a do Movie Maker, não deixando nada a dever;
  • Pela minha experiencia com o uso do MM, percebi que o Openshot tem muitos recursos de edição a mais que ele, bem mais acessíveis;

Durante a pesquisa sobre documentação, encontrei um tutorial mais que didático, com todas as informações necessárias a um iniciante. Estou preparando a edição deste manual em PDF. Assim que terminar, disponibilizo aqui.

Espero comentários para que possamos corrigir juntos possíveis falhas no manual e interagir com os desenvolvedores para os acertos, se necessários.

Em tempo: baixei o Openshot através do recurso "Central de Programas" da minha distro (Ubuntu 10.04), na aba "aplicativos". Simples e fácil. Ainda não tenho informações sobre instalação em outras distro mas na homepage do Openshot todas essas informações estão disponíveis.

Abraços fraternos.

Imagem do Aracnus

O Software Livre Educacional vai ao FISL

Mais uma vez o grupo Software Livre Educacional marcará presença no FISL. Estaremos com um stand na área de grupos de usuários e também teremos um evento comunitário.

O título do nosso evento comunitário é Educação (com software livre) é bom e eu gosto!. Ele vai acontecer no auditório do prédio 5, às 15:00h do dia 22/07 e contará com a presença, na mesa, de três membros do nosso grupo: Frederico Guimarães, Paulo Slomp e Marinez Siveris. Na programação, faremos uma apresentação inicial sobre o uso educacional de softwares livres e abriremos para o debate com os presentes sobre como implementar e/ou melhorar esse uso. Além disso, falaremos também sobre o Software Livre Educacional e as diversas formas de colaboração com o grupo.

Um evento imperdível pra quem se interessa pelo tema educação e software livre. Esperamos vocês lá!

Imagem do Aracnus

Software livre na educação é bom e eu gosto!

Muitas vezes, ao falarmos de software livre em alguns ambientes, as pessoas torcem o nariz. E na escola isso não é diferente. Definições como “difícil”, “voltado para técnicos” ou “foi feito para programadores” são comumente associadas ao software livre. Assim, não é de se estranhar que a simples menção de se adotar esses softwares em escolas provoque calafrios e destrua o sono de muitos professores. Entretanto existe muita confusão, tanto nessas definições quanto nos motivos de temor por parte das pessoas. O software livre hoje é não só uma opção viável para uso em ambientes educacionais como também a única eticamente aceitável. Vejamos porque.

Em primeiro lugar, algumas considerações, para quem ainda tem dúvidas sobre o assunto. Os softwares livre são um contraponto aos softwares proprietários. Estes, como o nome indica, são propriedade de alguém – uma pessoa ou uma empresa – e não podem ser alterados por outros que não seus proprietários. Ou seja, você o utiliza do jeito que ele é, sem poder mudar nada. Isso significa que se o software apresentar qualquer problema, você tem que esperar que seu desenvolvedor o conserte. Mesmo que você saiba a solução, não pode tocar no produto. Além disso, a maioria dos softwares proprietários possuem diversos níveis de restrição de distribuição. Alguns podem ser distribuídos somente pelos seus produtores, através do comércio de suas licenças. Outros até são distribuídos gratuitamente, mas mesmo essa distribuição pode possuir regras restritivas – como, por exemplo, terem seu uso vetado em determinados países. E aqui é bom destacar uma distinção: software gratuito não é sinônimo de software livre. Existem muitos programas que são gratuitos e proprietários. Para ser considerado livre, o software tem que atender a quatro premissas básicas: não possuir nenhuma restrição de uso (nem técnica nem geográfica), ter o seu código-fonte disponibilizado e permitir a alteração e a distribuição desse código.

Outra distinção importante é que software livre também não é sinônimo de GNU/Linux (ou Linux, como é, erroneamente, mais conhecido). O GNU/Linux é um sistema operacional e um dos mais famosos softwares livres. Mas não é o único exemplo. Além disso, nem todo software livre precisa do GNU/Linux para funcionar. Existem vários programas que funcionam sob sistemas proprietários, como o Microsoft Windows ou o MacOS da Apple (o navegador Firefox e o pacote de escritório BrOffice.org são dois exemplos, entre muitos outros).

Mas aí vem a pergunta: por que mudar? Se a maioria das pessoas já utiliza determinado produto, não seria muito mais fácil continuar com o que já existe? Bom, nesse caso, temos que ampliar a discussão para o fato de que as tecnologias, assim como qualquer outra atividade humana, possuem uma ideologia, uma intenção. Ao adotarmos um software que não pode ser livremente manipulado, mas somente utilizado, estamos trabalhando em uma lógica de “software para consumo”. Ou seja, você o adquire, utiliza para aquilo que ele foi planejado e, caso ele não atenda suas expectativas, você adquire outro (ou abre mão do seu uso). Sua interação com o software é passiva: você o utiliza e pronto, nada além disso. Até mesmo alterações mínimas, como a sua tradução, são vetadas. Por fim, todo o conhecimento relativo ao software proprietário pertence à empresa que o desenvolveu. Por exemplo se duas pessoas pretendem produzir, cada uma, um software proprietário para edição de música, ambas terão que partir do zero e produzir trabalhos independentes (com uma duplicação de esforços), pois a natureza do seu licenciamento impede que elas troquem informações sobre seu trabalho.

Já o software livre, pelas suas características, pode ser livremente manipulado. Assim sai-se de uma lógica de consumo (unilateral) para uma lógica “interativa” (bi ou mesmo multilateral). É comum alguns softwares livres envolverem, em seu desenvolvimento, dezenas, centenas ou até mesmo milhares de colaboradores, espalhados pelo mundo inteiro. Com isso, ele e capaz de atingir um número maior de expectativas e formas de uso, pois pode ser adaptável a cada uma delas. O botão de “Salvar” não está no lugar que você gostaria? Mude-o! A tradução possui um erro? Corrija-a! Essas são algumas possibilidades de interação com o software livre. Ainda nessa lógica de manipulação do código – e usando o exemplo apresentado acima – dois desenvolvedores que trabalhem com software livre podem produzir produtos distintos com muito menos esforço, uma vez que eles podem trocar trechos de código entre si, o que economiza esforço de desenvolvimento. O trabalho passa a ser dividido entre os dois.

Em relação à produção do conhecimento, a distinção entre o software livre e o proprietário é ainda mais significativa. Todo conhecimento produzido com e pelo software proprietário pertence ao seu desenvolvedor. Já o produzido pelo software livre pertence, literalmente, ao mundo. Toda tecnologia desenvolvida sob um licenciamento livre pode ser reutilizada por qualquer pessoa do planeta para ser melhorada ou incorporada a outras tecnologias – que, obrigatoriamente, também tornam-se livres. Isso garante o avanço tecnológico da humanidade como um todo e não somente de determinados grupos/países/empresas.

Com tudo isso percebe-se que o software livre possui uma forte carga ideológica, que tem muito a ver o ideal das escolas, que é a formação de cidadão críticos e atuantes. Isso porque o software livre estimula a solidariedade, através do seu compartilhamento de código, o engajamento em projetos, através do seu desenvolvimento distribuído, e o respeito às diferenças, ao não fazer distinção das suas formas de uso. Além disso, como o software livre é distribuído livremente, torna-se financeiramente viável a produção de laboratórios de informática. Isso porque, muitas vezes, o custo necessário para a aquisição somente das licenças de uso dos softwares proprietários é o equivalente ao de um computador novo. Ou seja, pode-se utilizar o dinheiro que seria gasto na aquisição de softwares proprietários para comprar mais equipamentos para a escola.

Portanto, se você quer defender uma educação ética e de qualidade, que tal começar divulgando e defendendo o software livre? Ou ainda faltam motivos pra isso?  Wink

(esse artigo foi originalmente publicado por mim no blog coletivo Trezentos)

Imagem do Aracnus

Projeto Software Livre Educacional de cara nova

Sejam tod@s muito bem-vind@s ao novo sítio do grupo Software Livre Educacional! Na verdade esse é um retorno ao Drupal, uma vez que o nosso primeiro sítio também foi construído nessa plataforma. Usamos durante algum tempo o software livre de redes sociais Elgg, mas resolvemos voltar para nossa antiga "casa". O Elgg é uma excelente plataforma, mas percebemos que nossos trabalhos estavam ficando bastante dispersos e pouco acessíveis aos usuários novatos e visitantes. Por isso estamos de volta ao Drupal, onde poderemos sistematizar melhor nossos trabalhos.

Ainda estamos em fase inicial de organização. Pretendemos criar alguns tutorias para guiar os novos usuários, bem como organizar nossos recursos. Mas seguindo a máxima do software livre de "libere logo, libere sempre" (muito apregoada pelo nosso colega Sérgio Lima), resolvemos colocar a nova estrutura no ar, para irmos acertando-a progressivamente.

Contamos com sua visita e críticas. Os comentários podem ser enviados através do nosso link "Fale conosco". Ah, e quem quiser colaborar com o projeto, é só se cadastrar através do link "Criar nova conta"

Pedagogas e programadores juntando esforços

Pessoal, ao conversar com o Rainer num evento que participamos percebi que faltava um espaço no qual a gente pedagoga e ligado a educação mas não muito expert em programação, pudesse colocar as necessidades no que diz respeito aos softwares para os programadores. Acredito que fica mais fácil acontecer a conciliação dos interesses do que eles podem fazer e do que precisamos de verdade. Acredito que as idéias abaixo vão de encontro também com o que já conversei com o Rô. Saber o que precisamos exatamente e em detalhes é o primeiro passo para iniciar, auxiliar ou solicitar um software ou ferramenta aos desenvolvedores.

Por isso , resolvi colocar aqui  algumas lacunas que eu sinto e que pude detectar com os professores em termos de ferramentas e softwares livres:

Software no estilo Print artist: aquele da Sierra e com o qual a gente conseguia fazer calendários, cartões, certificados, folders, essas coisas. Uma sugestão seria a de pensar em como a gente poderia utilizar as imagens e ferramentas do tuxpaint e a partir daí adicionar  algum tipo de editor que tivesse uns templates. Estou colocando minhas idéias aqui, talvez estejam um pouquinho confusas mas é um início né?

Software que trabalhe ciências, simulação de experiências de laboratório, microscópio virtual: Os professores de ciência sentem bastante necessidade de um software que tenha essas funcionalidades, sei que existem alguns mas em outras línguas...

Software para criação de slideshows e editor de vídeo simplificado semelhante ao Moviemaker: os professores e alunos gostam bastante e realmente existem muitas possibilidades para o uso desse tipo de software, nas minhas experiências usando Manslide e kdenlive não fui muito feliz... Mas tem o software gerador de video que o Sergio fez, agora é ficar no pé dele para modificá-lo um pouquinho :-)  Acho que não será difícil...

E finalmente um software para criação de histórias em quadrinhos livre. É livre, por isso o hagaquê não vale... Ele é freeware, bem fechado. Sobre essa idéia, acho que vai rolar alguma coisa, até usando desenho vetorial, uia que chique! Wink

E vocês? Concordam com essas necessidades? Tem alguma sugestão? Aguardo pitacos e comentários...